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Saúde

Consumidor brasileiro prioriza alimentação saudável e impulsiona mercado do setor
Carlos Artur Quinta-Feira, 11 de Junho de 2026

Consumidor brasileiro prioriza alimentação saudável e impulsiona mercado do setor

Uma mudanca de hábito está transformando as gondolas dos supermercados brasileiros. De acordo com um levantamento inedito da Nielsen, divulgado pela Associacão Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), quase 6 em cada 10 consumidores brasileiros (59%) já estão dispostos a pagar mais caro por alimentos que promovam a saude.

A pesquisa aponta que essa nova consciencia alimentar reflete diretamente no desempenho das vendas: enquanto o carrinho de produtos saudáveis registrou um crescimento de 11%, a compra de itens tradicionais apresentou uma queda de 8%. Nesse cenário, cerca de 45% dos entrevistados relataram ter reduzido o consumo de produtos industrializados, privilegiando categorias como frutas, legumes, verduras e proteinas.

O papel da oferta e da tecnologia
Dois fatores foram determinantes para consolidar essa tendencia:

Diversificacão: O aumento na oferta de produtos com versões "zero acucar".

Influencia farmacologica: O impacto do uso de canetas emagrecedoras. Entre os usuários desses medicamentos, houve uma queda expressiva no consumo de chocolates, refrigerantes e bebidas alcoolicas, dando lugar a um aumento na compra de carnes, ovos e suplementos.

Impacto economico
O setor atacadista e de distribuicão tem acompanhado de perto essa transicão. O segmento encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com alta de quase 5% no faturamento, demonstrando que a demanda por bem-estar movimenta a economia de forma consistente.

O movimento não e exclusivo do Brasil. O mercado global de saude e bem-estar movimenta atualmente mais de US$ 6 trilhões. A expectativa e que o setor cresca a uma taxa anual de 7% ate 2028 — ritmo superior à expansão projetada para o PIB mundial (abaixo de 5%) — alcancando um valor de mercado de US$ 9 trilhões.

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